O
Em setembro de 2008, em uma entrevista concedida ao Programa Jô Soares na Rede Globo, o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso comentava a crise financeira, na qual surfavam as economias mundiais. Para o sociólogo, o governo Lula errava ao comparar a crise a uma "marolinha". Lula deveria ser responsável e reduzir os gastos de seu governo. Dentre os cortes recomendados pelo ex-presidente, um deveria acontecer no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que, sob seu ponto de vista, estava "sobre-emprestado, emprestou demais", e poderia quebrar.
FHC apenas recomendava ao governo seguir à risca o receituário do FMI que outros tempos configurou-se na cartilha de sua administração: a primeira crise vista no horizonte, cortam-se gastos, cortam-se investimentos, reduz-se o crédito público e ... juros nas alturas.
Talvez por não ter assistido a entrevista, ou por não confiar muito nos dotes econômicos de FH, Lula não seguiu as "dicas" de seu antecessor. O BNDES manteve a política de elevar seus desembolsos, atuando em sintonia com o Banco do Brasil para ampliar a oferta de crédito público, mesmo durante a crise.
O gráfico abaixo mostra a expansão dos desembolsos do BNDES, ano a ano. Os valores estão expressos em bilhões de reais:
O Banco não quebrou! Ao contrário, tanto o BNDES, quanto o BB tiveram altíssimos lucros em 2008 e 2009, dentre os maiores de suas histórias. Muito devido a política anti-cíclica destas empresas públicas, de atuarem na contramão dos sinais do mercado, é que a economia brasileira foi uma das primeiras a deixar a crise econômica para trás.
É por essas e outras razões que a candidatura da oposição não pode fazer um debate de ideias e projetos para o pais. Seu projeto é o do atraso, o da crise, do desemprego e da recessão. Só lhes resta apelar para Deus.
