sábado, 16 de outubro de 2010

Por que Serra tem que esconder FHC e se esconder atrás de Deus?

O

Em setembro de 2008, em uma entrevista concedida ao Programa Jô Soares na Rede Globo, o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso comentava a crise financeira, na qual surfavam as economias mundiais. Para o sociólogo, o governo Lula errava ao comparar a crise a uma "marolinha". Lula deveria ser responsável e reduzir os gastos de seu governo. Dentre os cortes recomendados pelo ex-presidente, um deveria acontecer no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que, sob seu ponto de vista, estava "sobre-emprestado, emprestou demais", e poderia quebrar.
FHC apenas recomendava ao governo seguir à risca o receituário do FMI que outros tempos configurou-se na cartilha de sua administração:  a primeira crise vista no horizonte, cortam-se gastos, cortam-se investimentos, reduz-se o crédito público e ... juros nas alturas.
Talvez por não ter assistido a entrevista, ou por não confiar muito nos dotes econômicos de FH, Lula não seguiu as "dicas" de seu antecessor.  O BNDES manteve a política de elevar seus desembolsos, atuando em sintonia com o Banco do Brasil para ampliar a oferta de crédito público, mesmo durante a crise.
O gráfico abaixo mostra a expansão dos desembolsos do BNDES, ano a ano. Os valores estão expressos em bilhões de reais:
O Banco não quebrou! Ao contrário, tanto o BNDES, quanto o BB tiveram altíssimos lucros em 2008 e 2009, dentre os maiores de suas histórias. Muito devido a política anti-cíclica destas empresas públicas, de atuarem na contramão dos sinais do mercado, é que a economia brasileira foi uma das primeiras a deixar a crise econômica para trás.

É por essas e outras razões que a candidatura da oposição não pode fazer um debate de ideias e projetos para o pais. Seu projeto é o do atraso, o da crise, do desemprego e da recessão. Só lhes resta apelar para Deus.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Alguns dados...

Estes dados, que descreverei a seguir, utilizados pelo economista João Sicsú, da UFRJ, em seu artigo "Números da Distribuição de Renda" publicado na Folha de São Paulo, de 13 de outubro de 2010, não tratam do aborto, nem de crenças religiosas, mas sabe-se lá, um dia, não poderão ser significantes em uma disputa eleitoral.

Os dados apresentados por Sicsú referem-se a distribuição funcional da renda, no Brasil, nos últimos 15 anos. De acordo com as Contas Nacionais, em 1995 os salários e remunerações de autônomos eram responsáveis por 64% do PIB, sendo o restante representado pelos lucros do capital. Em 2004, após nove anos de declínio, a parcela referente aos salários chegou a 58% do PIB. A partir de então, a curva teve uma inflexão chegando em 2007 a 59,4%. Os dados para 2008 e 2009 ainda não foram publicados. No entanto, o técnico do IPEA, Estevão Kopschitz, estima que este percentual tenha chegado a 60,1% e 62,3% nestes dois anos, respectivamente.

Estes números mostram claramente a recuperação dos salários frente aos lucros ocorrida no atual governo, frente as perdas que esta fatia da renda nacional sofreu no governo anterior. São dois resultados opostos, que marcam as diferenças (ainda que não tão grandes quanto deveriam ser) entre dois projetos de país.

Campanha eleitoral ainda está na Idade Média. E o câmbio...

Enquanto o mundo debate o que fazer com a forte apreciação das moedas dos chamados países emergentes, dentre eles o Brasil, aqui o debate é outro...
A política expansionista (grandes emissões de dólares e juros baixos) dos Estados Unidos tem levado a grande afluxo de dólares para as economias emergentes, em especial para o Brasil, que além de uma economia saudável, apresenta uma das maiores taxas de retorno ao capital financeiro do mundo. Esta grande entrada de dólares leva a apreciação do Real (que já é de 4,28% neste ano), o que é prejudicial ao setor exportador nacional.
O governo já tentou conter esta forte entrada de dólares, ampliando o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre aplicações em renda fixa de estrangeiros de 2 para 4%. A medida não surtiu grande efeito, pois mesmo com o imposto maior, os investimentos no Brasil ainda apresentam um dos maiores retornos reais do mundo.
O reflexo deste problema na economia consiste na queda das exportações e na elevação das importações, acarretando no aumento dos déficits comerciais, que já estão elevados. Além disso, tal quadro pode elevar nossos índices de inflação, devido ao excesso de liquidez.
Em outras palavras, algo precisará ser feito em breve para conter esta apreciação do Real.

O que pensam os dois candidatos a presidente sobre este tema?

Ainda não sabemos. E ao sabor dos ventos, para sabermos ainda há de transcorrer um bom tempo, visto que os temas pautados na campanha ainda vem lentamente avançado pela história. E, tendo partido da Idade Média, ainda levará algum tempo até que alcancem os problemas pertinentes ao século XXI.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Mais uma do Mestre Cartola

Peito Vazio
(Cartola e Elton Medeiros)


Nada consigo fazer
Quando a saudade aperta
Foge-me a inspiração
Sinto a alma deserta
Um vazio se faz em meu peito
E de fato eu sinto
Em meu peito um vazio
Me faltando as tuas carícias
As noites são longas
E eu sinto mais frio.
Procuro afogar no álcool
A tua lembrança
Mas noto que é ridícula
A minha vingança
Vou seguir os conselhos
De amigos
E garanto que não beberei
Nunca mais
E com o tempo
Essa imensa saudade que sinto
Se esvai


http://www.youtube.com/watch?v=uE95ZJ-vWpY&a=GxdCwVVULXe1sKvXggIgYV7zhNmKY38I&list=ML&feature=BF



quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Reproduzindo o "Manifesto dos Reitores da Universidades Federais"

Manifesto de Reitores das Universidades Federais à Nação Brasileira


Da pré-escola ao pós-doutoramento – ciclo completo educacional e acadêmico de formação das pessoas na busca pelo crescimento pessoal e profissional – consideramos que o Brasil encontrou o rumo nos últimos anos, graças a políticas, aumento orçamentário, ações e programas implementados pelo Governo Lula com a participação decisiva e direta de seus ministros, os quais reconhecemos, destacando o nome do Ministro Fernando Haddad.
Aliás, de forma mais ampla, assistimos a um crescimento muito significativo do País em vários domínios: ocorreu a redução marcante da miséria e da pobreza; promoveu-se a inclusão social de milhões de brasileiros, com a geração de empregos e renda; cresceu a autoestima da população, a confiança e a credibilidade internacional, num claro reconhecimento de que este é um País sério, solidário, de paz e de povo trabalhador. Caminhamos a passos largos para alcançar patamares mais elevados no cenário global, como uma Nação livre e soberana que não se submete aos ditames e aos interesses de países ou organizações estrangeiras.
Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele em que mais se investiu em educação pública: foram criadas e consolidadas 14 novas universidades federais; institui-se a Universidade Aberta do Brasil; foram construídos mais de 100 campi universitários pelo interior do País; e ocorreu a criação e a ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas Técnicas e Institutos Federais. Através do PROUNI, possibilitou-se o acesso ao ensino superior a mais de 700.000 jovens. Com a implantação do REUNI, estamos recuperando nossas Universidades Federais, de norte a sul e de leste a oeste. No geral, estamos dobrando de tamanho nossas Instituições e criando milhares de novos cursos, com investimentos crescentes em infraestrutura e contratação, por concurso público, de profissionais qualificados. Essas políticas devem continuar para consolidar os programas atuais e, inclusive, serem ampliadas no plano Federal, exigindo-se que os Estados e Municípios também cumpram com as suas responsabilidades sociais e constitucionais, colocando a educação como uma prioridade central de seus governos.
Por tudo isso e na dimensão de nossas responsabilidades enquanto educadores, dirigentes universitários e cidadãos que desejam ver o País continuar avançando sem retrocessos, dirigimo-nos à sociedade brasileira para afirmar, com convicção, que estamos no rumo certo e que devemos continuar lutando e exigindo dos próximos governantes a continuidade das políticas e investimentos na educação em todos os níveis, assim como na ciência, na tecnologia e na inovação, de que o Brasil tanto precisa para se inserir, de uma forma ainda mais decisiva, neste mundo contemporâneo em constantes transformações.
Finalizamos este manifesto prestando o nosso reconhecimento e a nossa gratidão ao Presidente Lula por tudo que fez pelo País, em especial, no que se refere às políticas para educação, ciência e tecnologia. Ele também foi incansável em afirmar, sempre, que recurso aplicado em educação não é gasto, mas sim investimento no futuro do País. Foi exemplo, ainda, ao receber em reunião anual, durante os seus 8 anos de mandato, os Reitores das Universidades Federais para debater políticas e ações para o setor, encaminhando soluções concretas, inclusive, relativas à Autonomia Universitária.

Alan Barbiero – Universidade Federal do Tocantins (UFT)
José Weber Freire Macedo – Univ. Fed. do Vale do São Francisco (UNIVASF)
Aloisio Teixeira – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Josivan Barbosa Menezes – Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA)
Amaro Henrique Pessoa Lins – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Malvina Tânia Tuttman – Univ. Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Ana Dayse Rezende Dórea – Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Maria Beatriz Luce – Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
Antonio César Gonçalves Borges – Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Maria Lúcia Cavalli Neder – Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Carlos Alexandre Netto – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Miguel Badenes P. Filho – Centro Fed. de Ed. Tec. (CEFET RJ)
Carlos Eduardo Cantarelli – Univ. Tec. Federal do Paraná (UTFPR)
Miriam da Costa Oliveira – Univ.. Fed. de Ciênc. da Saúde de POA (UFCSPA)
Célia Maria da Silva Oliveira – Univ. Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
Natalino Salgado Filho – Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Damião Duque de Farias – Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Paulo Gabriel S. Nacif – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
Felipe .Martins Müller – Universidade Federal da Santa Maria (UFSM).
Pedro Angelo A. Abreu – Univ. Fed. do Vale do Jequetinhonha e Mucuri (UFVJM)
Hélgio Trindade – Univ. Federal da Integração Latino-Americana (UNILA)
Ricardo Motta Miranda – Univ. Fed. Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Hélio Waldman – Universidade Federal do ABC (UFABC)
Roberto de Souza Salles – Universidade Federal Fluminense (UFF)
Henrique Duque Chaves Filho – Univ. Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Romulo Soares Polari – Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Jesualdo Pereira Farias – Universidade Federal do Ceará – UFC
Sueo Numazawa – Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)
João Carlos Brahm Cousin – Universidade Federal do Rio Grande – (FURG)
Targino de Araújo Filho – Univ. Federal de São Carlos (UFSCar)
José Carlos Tavares Carvalho – Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)
Thompson F. Mariz – Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
José Geraldo de Sousa Júnior – Universidade Federal de Brasília (UNB)
Valmar C. de Andrade – Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
José Seixas Lourenço – Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
Virmondes Rodrigues Júnior – Univ. Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
Walter Manna Albertoni – Universidade Federal de São Paulo ( UNIFESP)


Em tempo. Diferente do que ocorre no governo do PSDB em São Paulo, durante a gestão Lula no Governo Federal, o Ministério da Educação sempre nomeia Reitor, o nome que encabeça a lista tríplice eleita nas Universidades.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Questão de argumentos...



Argumentos de quem vota em Dilma Roussef:
1. No início dos anos 70 Dilma era uma jovem de 18 anos, vivia no seio de uma família de empresários, gozando de excelentes condições materiais, quando optou por ingressar em grupos de movimento estudantil que lutavam contra a brutalidade da ditadura militar.
2. Dilma foi presa aos 19 anos, barbaramente torturada, por participar destes movimentos contrários ao regime ditatorial.
3. Dilma foi Secretária de Minas e Energia no estado do Rio Grande do Sul durante o "apagão" elétrico de 2000. Por sua efetiva atuação no setor, seu estado foi um dos únicos que não foi atingido pelo "apagão".
4. Dilma foi Ministra de Minas e Energia e Ministra da Casa Civil do Governo Lula. Dilma, representa nestas eleições a continuidade do projeto iniciado neste governo.
5. O governo que Dilma representa foi o responsável entre outras coisas pelo (a):
- Programa Luz para Todos que tirou da escuridão 10 milhões de brasileiros que moram na zona rural,
- PROUNI que colocou na Universidade quase 1 milhão de estudantes, a maioria com bolsa integral,
- REUNI, que expandiu vagas em quase todas as Universidades Federais,
- criação de 14 novas Universidades Federais (mais que qualquer outro presidente na história),
- criação de mais de 200 escolas técnica federais,
- ascensão social de 28 milhões de pessoas que viviam abaixo da linha de pobreza,
- valorização da Petrobrás, que há oito anos estava em vias de ser privatizada, e hoje é responsável pela maior oferta de ações da história da economia mundial,
- expansão de crédito do BNDES (outra instituição pública quase privatizada pelo governo anterior), o que viabilizou a ampliação de investimentos em milhares de empresas no país, gerando renda e empregos,
- pela geração em oito anos de mais de 14 milhões de empregos com carteira assinada,
- pela superação da crise de 2008, em menos de 1 ano, por meio de incentivos ao mercado interno, como as - desonerações fiscais de automóveis, geladeiras, fogões e móveis em geral,
- crescimento do Produto Interno Bruto, que deverá passar dos 7% este ano, enquanto paises mundo a fora enfrentam grave crise econômica,
- renascimento da indústria naval brasileira, exterminada durante a década de 90. A indústria naval hoje gera milhares de empregos em cidades como Rio de Janeiro, Rio Grande (RS) e Suape (PE).
- transformação da Polícia Federal e da Procuradoria Geral da República em instituições republicanas que investigam e apuram crimes de corrupção, como não ocorria em governos anteriores
6. Dilma coordenou no governo Lula, o Programa de Aceleração do Crescimento, o primeiro programa público de investimentos federais desde a década de 70.



Argumentos de quem não vota em Dilma Roussef:
1. Ouvi dizer que ela já foi terrorista,
2. Ela tem cara de falsa,
3. Recebi um email dizendo que ela não é cristã, e que zomba de Cristo,
4. No meu orkut disseram que ela vai proibir cultos evangélicos,
5. Não gosto do PT,
6. Não vou com a cara dela,
7. Dizem que ela é sapatona,
8. A Veja e o Estadão dizem que governo Lula é só corrupção,
9. Ela não fala bem nos debates, gagueja e se enrola.


E depois dizem que os eleitores do PT é que são ignorantes...