Estes dados, que descreverei a seguir, utilizados pelo economista João Sicsú, da UFRJ, em seu artigo "Números da Distribuição de Renda" publicado na Folha de São Paulo, de 13 de outubro de 2010, não tratam do aborto, nem de crenças religiosas, mas sabe-se lá, um dia, não poderão ser significantes em uma disputa eleitoral.
Os dados apresentados por Sicsú referem-se a distribuição funcional da renda, no Brasil, nos últimos 15 anos. De acordo com as Contas Nacionais, em 1995 os salários e remunerações de autônomos eram responsáveis por 64% do PIB, sendo o restante representado pelos lucros do capital. Em 2004, após nove anos de declínio, a parcela referente aos salários chegou a 58% do PIB. A partir de então, a curva teve uma inflexão chegando em 2007 a 59,4%. Os dados para 2008 e 2009 ainda não foram publicados. No entanto, o técnico do IPEA, Estevão Kopschitz, estima que este percentual tenha chegado a 60,1% e 62,3% nestes dois anos, respectivamente.
Estes números mostram claramente a recuperação dos salários frente aos lucros ocorrida no atual governo, frente as perdas que esta fatia da renda nacional sofreu no governo anterior. São dois resultados opostos, que marcam as diferenças (ainda que não tão grandes quanto deveriam ser) entre dois projetos de país.
Pq vc não divulgou isso no grupo? rs...
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