Enquanto o mundo debate o que fazer com a forte apreciação das moedas dos chamados países emergentes, dentre eles o Brasil, aqui o debate é outro...
A política expansionista (grandes emissões de dólares e juros baixos) dos Estados Unidos tem levado a grande afluxo de dólares para as economias emergentes, em especial para o Brasil, que além de uma economia saudável, apresenta uma das maiores taxas de retorno ao capital financeiro do mundo. Esta grande entrada de dólares leva a apreciação do Real (que já é de 4,28% neste ano), o que é prejudicial ao setor exportador nacional.
O governo já tentou conter esta forte entrada de dólares, ampliando o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre aplicações em renda fixa de estrangeiros de 2 para 4%. A medida não surtiu grande efeito, pois mesmo com o imposto maior, os investimentos no Brasil ainda apresentam um dos maiores retornos reais do mundo.
O reflexo deste problema na economia consiste na queda das exportações e na elevação das importações, acarretando no aumento dos déficits comerciais, que já estão elevados. Além disso, tal quadro pode elevar nossos índices de inflação, devido ao excesso de liquidez.
Em outras palavras, algo precisará ser feito em breve para conter esta apreciação do Real.
O que pensam os dois candidatos a presidente sobre este tema?
Ainda não sabemos. E ao sabor dos ventos, para sabermos ainda há de transcorrer um bom tempo, visto que os temas pautados na campanha ainda vem lentamente avançado pela história. E, tendo partido da Idade Média, ainda levará algum tempo até que alcancem os problemas pertinentes ao século XXI.
Nenhum comentário:
Postar um comentário